Realidade Virtual: uma ferramenta revolucionária

Google+ Pinterest LinkedIn Tumblr +

Por Lidia Zuin

Os anos 1980 não estão de volta só nos revivals do cinema e dos seriados, mas também no setor da tecnologia. Mais de vinte anos depois, a realidade virtual ganha força novamente após o Facebook adquirir a Oculus VR, em 2014, e outras empresas como a Sony, HTC e Microsoft passaram a injetar fundos na pesquisa e desenvolvimento de óculos de realidade virtual e aumentada.

A diferença entre essas tecnologias está na imersão proporcionada por cada formato. No caso da realidade virtual (RV), o usuário interage em tempo real com um ambiente em 3D totalmente simulado e adaptado com recursos multissensoriais. Já a realidade aumentada (RA) usa o mundo real e físico como suporte para adicionar elementos digitais – como, por exemplo, pokémons.

Em julho, a Nintendo e a Niantic Labs lançaram o jogo para celular Pokémon GO em alguns países da Europa, Nova Zelândia e Estados Unidos. Em agosto, o game chegou ao Brasil e, em questão de um dia, já havia se tornado o app mais baixado para iPhone do país. A partir dele, jogadores podem capturar pokémons distribuídos pelo mapa de sua própria cidade, usando a realidade aumentada como forma de visualizar os personagens. Isto é, ao apontar a câmera para o local indicado, o jogador pode ver o pokémon como uma imagem 3D que se sobrepõe ao cenário real captado pelo dispositivo.

Com mais 25 milhões de usuários ativos somente nos Estados Unidos até o fechamento desta edição, o game ganhou tanta força e popularidade que, até mesmo, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, postou no Facebook um pedido para que a Nintendo lançasse o jogo no Brasil a tempo das Olimpíadas. Segundo o pesquisador e game designer Bruno Macedo, jogos como Pokémon GO e outros produtos em realidade aumentada e virtual têm ganhado tanta importância atualmente por conta da sua promessa de “escape da realidade”.

Macedo indica que trazer de volta uma franquia que foi sucesso nos anos 1990 e adaptá-la em um formato tão imersivo faz com que as pessoas se sintam “parte de um propósito maior”. “Temos a noção exata do nosso progresso, somos recompensados pelo nosso esforço e, sim, somos protagonistas da realidade que desejamos ter”, conjectura. Inclusive, o pesquisador afirma que Pokémon GO também se destaca por trazer o lúdico para as relações humanas, modificando seus comportamentos, gerando engajamento e influência social.

Entretanto, mais do que ser um entretenimento, a realidade virtual e aumentada também são ferramentas de pesquisa na área da saúde, além de serem usadas em treinamentos na área militar e médica. Já em 2010, clínicas brasileiras de fisioterapia usavam jogos de Wii e Kinect como uma forma de reabilitação. Hoje, no Hospital das Clínicas de São Paulo, pacientes com mal de Parkinson já conseguem avanços para voltar a andar com mais agilidade e segurança ao realizarem tratamentos com óculos de realidade virtual.

O Virtual entre nós

Apesar de ser uma tecnologia de ponta, óculos de RV podem ter um preço acessível, sendo que o mais barato deles, Google Cardboard, custa apenas US$15. A diferença é que alguns modelos funcionam independentemente, como o Oculus Rift e o HTC Vive, enquanto outros servem para acoplar um celular, por exemplo. Ao lançar o Galaxy S7, a Samsung também revelou o headset Gear VR, mas também existem outros modelos que servem para outros celulares. Algumas marcas brasileiras como a Beenoculus já estão disponibilizando um headset para smartphones Android e iPhone por R$159.

Além do Pokémon GO, outros jogos em RA e RV têm sido disponibilizados tanto para dispositivos móveis quanto para computador. Desde 2014, o jogo de simulação espacial Elite: Dangerous (2014) já possui suporte para realidade virtual a partir da plataforma Steam. Fora isso, durante a E3, feira internacional de video games, diferentes empresas anunciaram novos títulos em RV para os próximos anos, sendo o novo Resident Evil 7: Biohazard e Star Trek: Bridge Crew os mais bem comentados.

Tudo isso significa que a realidade virtual não só está de volta, mas  está a todo vapor. Para além da ficção científica, a tecnologia, hoje, já está acessível e continua a se expandir, dos games às conferências via Skype (com o Hololens da Microsoft), das salas de estar aos quartos de hospital.

Compartilhar.

Sobre o autor

Redação Anália

Moda, lazer, variedades e tudo sobre o Anália.

Deixe uma resposta