OLED ou QLED? A nova disputa entre os tipos de televisão

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Na IFA de 2016 – uma das principais feiras de eletrônicos do mundo, ocorrida entre 1 e 6 de setembro em Berlim – a LG apresentou sua última inovação em televisores: os painéis de OLED.

Para demonstrar o poder de imagens destas TVs, a gigante coreana montou, na feira, um túnel com os televisores reproduzindo uma aurora boreal.

O OLED é uma tecnologia em painéis que já vem aparecendo nas principais feiras de tecnologia desde de 2012. Todavia, até a última IFA esses painéis eram apenas objeto de pesquisa. Neste ano, o cenário muda e já começaremos a ver nas lojas as primeiras TVs OLEDs comercialmente viáveis nas vitrines das lojas.

O OLED parece ser a última novidade do mercado, certo? Mais ou menos. Em questão de meses, precisamente em janeiro de 2017, na Consumer Eletronics Show, os OLEDS já foram contestados por outra novidade: os painéis com QLED.

A também sul-coreana Samsung foi quem trouxe esta inovação, que combina os painéis de LED com sua tecnologia de Pontos Quânticos.

Começou, assim, uma guerra entre qual é a melhor TV do mercado que deve se estender ao longo do ano todo.

Ficou confuso com todos estes termos? Calma. A gente vai “desmontar” sua TV para explicar qual o diferencial de cada inovação. Clique nos boxes abaixo para explorar!

OLED é a sigla para organic light-emitting diode. Para entendê-lo, precisamos de uma breve história da evolução da TV.

No começo dos anos 2000, as TVs com displays LCD deixam de ser iluminadas por painéis traseiros de lâmpadas fluorescentes para usar as lâmpadas de LED.

O LED permitiu ajustar individualmente o foco de luz e emite brancos mais intensos. Com isso, as TVs deram um salto em resolução de imagem.

O OLED é uma evolução do LED.  Ele é mais leve, mais fino, consome menos energia e oferece mais brilho e contraste às imagens.

Se você veja um anúncio de TV QLED, tenha certeza de que é da Samsung. Somente a empresa tem usado esse nome em seu material de marketing.

As TVs QLED recém-anunciadas usam uma camada de pontos quânticos – ou quantum dots – entre o emissor de luz de LED e o display. Eles são nano cristais que substituem os filtros de cores tradicionais das TVs e conseguem gerar tons precisos de luz azul, vermelha e verde.

Em TVs convencionais é preciso uma luz muito branca para gerar essas cores com precisão. Mas nem o painel de LED mais avançado consegue isso. Os painéis com pontos quânticos corrigem isso. A luz branca dos LEDs passa pelos pontos quânticos e é transmitida com mais intensidade e maior volume de cor.

Em comparação com o painel OLED, essa precisão de cor proporciona uma melhor distinção entre planos e uma melhor definição de detalhes, como contornos e texturas.

Como um quadro 

A nova TV QLED da Samsung é tão fina quanto um smartphone, e é de fácil instalação. Além disso, diminuiu o número de cabos concentrando, tudo, em um único.

O 8K está chegando

A qualidade 8K promete revolucionar o mercado como conhecemos. Quatro vezes melhor do que o 4K, a qualidade 8K oferece 7680 x 4320 pixels de resolução.

Uma imagem digital é toda feita de pixels, pequenos pontos luminosos, assim, quanto mais pixels numa área de imagem, mais detalhada e próxima do real ela será.

A chegada das TVs OLED proporcionará, também, a viabilidade comercial de TVs 8K. O primeiro protótipo deste tipo de resolução foi demonstrado na CES de 2012. De lá para cá, pesquisas têm refinado a tecnologia e, em 2017, poderemos vê-la nas lojas.

A fabricante de computadores Dell, por exemplo, anunciou na CES 2017, a chegada de seus primeiros monitores de 32 polegadas 8K. Eles devem estar disponíveis para compra no segundo semestre desse  ano, a um custo de 5 mil dólares.

Embora o 8K esteja próximo da realidade, vê-se que seu o preço ainda demorará, um pouco, para ser acessível a todos os bolsos.

As TVs flexíveis

Os painéis OLED proporcionaram outra inovação. Em 2016, a LG apresentou sua TV totalmente flexível e dobrável. Já pensou?

Desligada, ela parece um filme fotográfico. Como um lâmina, é possível dobrá-la ou curvá-la para acompanhar o desenho de uma parede, por exemplo, ou outra superfície.

Devido ao alto custo de produção de monitores como esse, as fabricantes precisarão de mais tempo para trazê-las ao consumidor final a preços mais competitivos.

As aplicações de monitores assim são incontáveis. Imagine, por exemplo, “adaptar” um monitor como esse ao seu braço, para cobrir uma tela ou às janelas de um veículo. Em breve, teremos telas em todos os lugares.

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Sobre o autor

Redação Anália

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