Uma mudança está conduzindo as organizações em direção à autogestão

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Qual é a coisa mais significativa que você poderia fazer com a sua vida agora? A resposta desta pergunta passa, necessariamente, pelo novo paradigma das organizações. O modelo foi apresentado por Frederic Laloux, ex-executivo da globalmente famosa empresa de consultoria McKinsey, no livro Reinventing Organizations.

Durante três anos de pesquisa, Laloux percorreu várias empresas que haviam encontrado uma alternativa para uma gestão altamente hierárquica, que tem total controle sobre o que o funcionário faz e tem como meta ganhar o máximo de dinheiro a qualquer custo.

Dezenas de empresas que viram, em gestões horizontalizadas, maneiras mais eficientes de trabalho, mais resultado e mais comprometimento. E o curioso é que apesar de terem várias semelhanças, nenhuma dessas empresas conhecia o modelo da outra.

O papo vai mais longe. Ao longo do livro, Laloux prova por A + B que essa evolução do modelo de gestão está diretamente ligada à evolução da consciência humana. Afinal, a forma como enxergamos e lidamos com a autoridade também mudou desde que o homem se organizou em bandos, há 10 mil anos.

A busca por propósito

Esse novo estágio de evolução, das teal organizations (organizações evolutivas) tem suas peculiaridades. A busca por propósito é talvez a que esteja em maior evidência. Essa súbita necessidade que as pessoas sentiram, e está vindo à tona, de fazer algo que realmente seja significativo para elas. Porque aí é possível entregar muito mais energia no trabalho.

A autogestão é outra. As pessoas sabem o caminho que a empresa vai seguir e quais ações estratégicas precisam ser feitas para chegar lá. Então não é necessário haver o total controle sobre “como” será feito. Vale lembrar que: autogestão não é abandonar completamente a hierarquia, mas sim a sua estrutura estática. O objetivo é ter hierarquias naturais.

A mudança na prática

O que vê se em empresas que optaram por uma mudança de cultura é a disparada dos níveis de engajamento e rendimento. Já há alguns casos notáveis no Brasil, como o grupo brasiliense Beiramar, do setor imobiliário, que tem 36 anos e promoveu uma extensa mudança cultural nos últimos dezoito meses.

O processo de mudança terminou com a implementação da ferramenta de gestão estratégica Honeycomb para criar um modelo de gestão mais transparente e horizontal em suas seis empresas. Resultado: aumento de 47% no setor de aluguéis e 180% nas vendas.

Esta nova era nos faz entender como é possível criar ambientes de trabalho mais transparentes e mais produtivos. Que podemos ter gestores que acreditam que, com mais contexto, as pessoas podem trabalhar com mais comprometimento e autonomia para se tornarem agentes de transformação.

E, principalmente, nos faz entender como é fundamental que sejamos sinceros ao responder a pergunta lá do começo: qual é a coisa mais significativa que você poderia fazer com a sua vida agora?

*Fel Mendes é jornalista e cofundador do Honeycomb.

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Sobre o autor

Redação Anália

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