Admiração por Meire, fundadora da feira de orgânicos do Tatuapé

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PLANTAR E COLHER O BEM. A filosofia de vida e de trabalho de Meire Policarpo é buscar este ciclo de bem-estar e levá-lo às pessoas de seu bairro. Meire conheceu a alimentação orgânica em 2003, no início da sua carreira como terapeuta natural. Desde então, cresceu nela o sonho de trazer o alimento orgânico e os seus benefícios para o bairro onde nasceu e cresceu. O sonho se concretizou em maio de 2016, com a feira de orgânicos do Tatuapé. “Ajudar alguém a ter uma condição melhor é tudo na vida”.

Às terças-feiras, das 7h às 13h no estacionamento do parque CERET, quem visita a feira orgânica do Tatuapé encontra um ambiente diferente do que se vê na feira livre tradicional. Passear por entre as barracas é uma experiência mais silenciosa e acolhedora do que se espera. Os produtos orgânicos, colhidos no mesmo dia, vão além das tradicionais frutas, verduras e legumes, englobando pipoca, pães de queijo e até picolés orgânicos!

Antes da feira, Meire já buscava por produtos orgânicos. Para trazê-los até o Tatuapé, montava cestas variadas por encomenda. Conhecendo seu sonho incansável, uma amiga a informou, em 2014, que a Prefeitura havia aberto inscrições para iniciar feiras livres. Então, Meire fez a inscrição, dando início à jornada que a ensinou ser feirante. “Eu fico muito contente em poder manter uma feira como essa no lugar em que eu nasci para as pessoas que eu amo”, comenta Meire.

Vaca Feliz

Para ela, seu maior desafio é explicar o conceito do produto orgânico. São vegetais cultivados sem agrotóxicos, geralmente em pequenas plantações. O leite e seus derivados são provenientes de “vacas felizes”, que crescem sem a ingestão de hormônios e anti-inflamatórios, tratadas com homeopatia e alimentadas em pastos naturais.

Meire se orgulha de ter hoje em sua barraca toda a linha da vaca feliz: queijos, leite, manteiga de verdade, entre outros. Tudo isso, é claro, vem acompanhado do contato direto com o produtor, sempre disposto a conversar e explicar para o cliente sobre seu sítio.

Os benefícios desses alimentos são perceptíveis. “Tenho um cliente que desde o ano passado compra o iogurte orgânico comigo”, conta. “Ele nunca conseguia comer iogurte antes, mas com este não teve nenhuma reação.”.

Eu fico muito contente em poder manter uma feira como essa no lugar em que eu nasci para as pessoas que eu amo

Economia a longo prazo

Além de levar o conceito do alimento orgânico, a feirante busca acabar com o senso comum de que alimento orgânico é caro. Na realidade, os preços, em geral, não são muito mais altos. São, por vezes, até mais em conta.

Afinal, o custo que se paga pelo alimento é economizado, a longo prazo, ao evitar-se tratamentos de saúde futuros. “A tendência é as pessoas se alimentarem melhor por um custo bem menor”, explica Meire.

Novos sonhos

Além de vender produtos de seus colegas de confiança, ela tem no forno um projeto delicioso: a produção própria de quibes orgânicos com o tempero italiano de sua mãe, Helena.

A marca Dolce Helena está em processo de certificação e logo estará disponível para quem quiser degustar. Para que isso aconteça, é importante que a feira continue a atrair gente interessada e disposta a colocar saúde na mesa de casa.

Sol ou chuva, quente ou frio, semanalmente ela e seus companheiros estarão ali para receber quem vem fazer a feira com um sorriso no rosto. Assim como a planta que cresce, floresce, morre e dá vida a outra, a gentileza faz parte de um ciclo. Meire mostra que quem semeia boas ideias colhe admiração, e a nossa ela já tem!

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Sobre o autor

Redação Anália

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