Cheirinho de game of the year?

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Todo gamer está acostumado ao burburinho quanto às listas de melhores jogos do ano mais para o fim do segundo semestre, naturalmente. Mas fomos surpreendidos novamente! Neste mês de março que já se finda, dois títulos, em específico, receberam críticas acima da média e já despontam como favoritos para levar os prêmios de 2017: The Legend of Zelda: Breath of the Wild Horizon Zero Dawn.

Seria estranho um game lançado tão cedo no ano manter o fôlego para ser indicado ou até vencer um prêmio desses? Embora faça sentido que as principais desenvolvedoras procurem lançar seus melhores títulos mais próximos do fim do ano, já de olho nas premiações, não é incomum que um game mantenha o momento até dezembro, quando geralmente acontecem as cerimônias de premiação.

Em 2016, por exemplo, o principal vencedor do The Game Awards — o Oscar dos games — foi o Overwatch, da Blizzard, que chegou às lojas do mundo em maio, assim como o The Witcher 3: Wild Hunt, vencedor de 2015. Já o vencedor de 2012, The Walking Dead: The Game, foi lançado em abril.

Mas, afinal, por que esses dois games já são candidatos fortes?

Os dois jogos canalizam uma tendência da indústria e do consumo que só tem ganhado força: jogos não lineares, em que o jogador recebe diversas opções de exploração de um mundo vasto, havendo vários modos de completar um mesmo desafio e que mistura mecânicas de diferentes gêneros: indo do modelo dos RPGs à ação, passando, ainda, pelos estilos que envolvem estratégia e sobrevivência.

The Legend of Zelda: Breath of The Wild

Depois de sucessivos atrasos, o novo jogo da franquia Zelda chegou às lojas neste mês cercado de expectativa. Os materiais de divulgação da Nintendo prometiam uma revitalização na série que não se fazia desde Ocarina of Time, lançado em 1998. Uma promessa devidamente cumprida. Para aumentar ainda mais o impacto do game, ele foi lançado também para inaugurar o novo console da Nintendo, o Switch — que, muito graças ao novo Zelda, vendeu 1,5 milhão de unidades no mundo, isto tudo apenas na sua primeira semana de venda.

O game atualiza a franquia Zelda deixando-a mais semelhante aos RPGs de ação mais recentes — na linha de The Elder Scrolls: SkyrimThe Witcher 3: Wild Hunt. O jogo Breath of the Wild, por sua vez, inaugura um mundo aberto repleto de possibilidades, sem deixar de lado algumas das marcas registradas que fãs de Zelda já conhecem bem. Uma dessas marcas é a história: você é Link, novamente, um jovem guerreiro que precisa salvar o reino de Hyrule de um mal tremendo, chamado Calamity Ganon, e resgatar a princesa Zelda das garras do inimigo.

Tudo ao redor de Link pode ser agarrado e usado. Você pode testar diferentes armas que encontrar em baús, roubar de inimigos ou recolher do chão, por exemplo. Com um nível de interatividade tão alto, o jogo entrega algo inédito na franquia: em vez de estudar um inimigo, ou seja, entender como ele se comporta para aprender padrões e derrotá-lo, na verdade, há inúmeras formas de superar um combate ou desafio, dependendo do terreno, dos objetos no ambiente, das armas as quais dispõe etc..

A nova mecânica de alimentação do personagem expressa bem este conceito. Seja caçando seja recolhendo frutas e ingredientes no meio do mato, o jogador consegue criar receitas tanto para recuperar a saúde de Link quanto para lhe conferir atributos e resistências. Some isso tudo ao sistema de combate dinâmico e você terá nas mãos um RPG de ação contundente que exige habilidade e estratégia do jogador.

Outro destaque é a preocupação da Nintendo em criar um mapa que fosse intuitivo. É comum nesses jogos de ambientação tão extensa e com tantas missões paralelas a se cumprir, a existência de um tipo de mapa de geolocalização como o GPS para ajudar o jogador a se localizar. Em Breath of The Wild, porém, há a opção de jogar a esmo, sem este auxílio. Mas não se desespere: basta prestar atenção ao seu redor, na maneira como o ambiente se comporta para entender aonde você deve ir como: a posição das estrelas, onde o sol nasce e se põe, as placas no caminho, as pessoas que conversam contigo, e outros elementos.

Horizon Zero Dawn

No atual cenário da indústria do entretenimento, acostumada a não correr grandes riscos e a investir em garantias de retorno financeiro, é raro encontrar quem aposte em um novo produto ou franquia. No mundo dos videogames não é diferente. Entretanto, mesmo os bons resultados do novo Zelda se basearem, em parte, no renome da franquia, o estúdio Guerrilha apostou pesado em um título completamente novo — e deu certo.

Só por isso, Horizon Zero Dawn já merece um destaque diferenciado. Embora o jogo tenha uma premissa nova, personagens e ambientações jamais exploradas, as mecânicas de jogo fazem referência a recentes games de sucesso.

Nele, o jogador entra na pele de Aloy, uma sobrevivente em um mundo pós-apocalíptico, onde a humanidade vive em tribos e sobrevive ante a máquinas autônomas que se tornaram bestas gigantes. Apesar do tema futurista, o jogo tem, na verdade, um apelo pré-histórico, atualizando um conflito clássico da literatura (homem versus natureza) para os devaneios apocalípticos de hoje (homem versus máquina).

Mas a experiência narrativa não é seu ponto alto. O que vale, mais uma vez, são as possibilidades de gameplay neste mundo aberto, especialmente quando Aloy enfrenta estes “dinossauros” mecânicos. Sob o aspecto de referência feita pelo novo Zelda, The Witcher 3 é a mais óbvia. Entretanto, a ação de escalar os robôs, por exemplo, também lembra, e muito, o The Shadow of Colossus. Contudo, a originalidade da dinâmica destes combates está na maneira de montar armadilhas e estratégias para derrotar ou domar cada besta.

Quais outros games  podem despontar como os melhores do ano?

God of War de 2017 será o sétimo de uma franquia que começou em 2005. O novo game representa uma mudança criativa radical para a franquia. Desta vez, Kratos, que nos foi apresentado outrora como um brucutu matador de deuses do Olimpo, se tornou um pai preocupado em ensinar o filho a sobreviver num mundo hostil.

Piso: Orquídea

Tel.: (11) 2268-0480

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Redação Anália

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