Adolescência: como se encontrar melhor neste período?

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Durante a adolescência, são conquistadas diversas certezas e construída uma personalidade aparentemente indestrutível. Os adultos, principalmente os pais, dizem que essa é a melhor fase e que é bom que aproveitem, porque ela única. Ao mesmo tempo, quando se dá de cara com o último ano do Ensino Médio, é preciso lidar com a realidade e o possível ingresso em uma universidade é animador, as responsabilidades da vida adulta são assustadoras e parecem suprimir os sonhos.

Aos poucos, o adolescente se vê obrigado a abandonar algumas certezas e a desconstruir um pouco da sua personalidade para se encaixar e fazer escolhas que comportam formação, trabalho e vida pessoal. Enquanto isso, ainda precisa continuar a fazer as lições de casa, provas e simulados que tencionam culminar no seu bom desempenho no vestibular. Tudo isso, encarado por quem ainda não precisa tratar de problemas de ordem social. E o pulso ainda pulsa.

Talvez, o erro de muitos seja não prestar atenção nesta fase de questionamentos, que é a adolescência, já que uma geração transmite a outra o que se deve tomar as mesmas decisões já tomadas por tantas outras. Caso contrário, o adolescente estará fadado ao fracasso. Isso torna o momento de transição do Ensino Médio para o Ensino Superior crucial onde se dividirá, mais tarde, os profissionais amargurados dos profissionais apaixonados, no mercado de trabalho.

Como estudante do 3° ano do Ensino Médio, eu vejo o quanto foi importante, para mim, dividir minha preocupação entre entrar na universidade e descobrir quem sou eu, conciliando escola e uma espécie de projeto combinado com trabalho, o Fracionadx.

O Fracionadx é o projeto que participo fotografando e escrevendo histórias de pessoas, frações que me inspiram, de alguma forma, e que acho que podem inspirar outros. Fazendo parte desse projeto, percebi que não basta apenas entrar numa universidade e ser o que as pessoas esperam que eu seja, na verdade, é preciso entrar na universidade que se quer e fazer o curso que realmente servirá como degrau para alcançar aquilo que sempre se quis.

Quero ser cineasta e o que me aproxima dessa decisão não são as falas que afirmam que não existe mercado para isso no Brasil, mas sim o fato de me identificar e encontrar particularidades em narrativas e personagens que me transformam e agregam no meu modo de pensar. Eu quero ser, além de sujeito, agente desses impactos. Com o Fracionadx, eu tenho o privilégio de ser também transformada por pessoas que participaram desse processo, seja diante da lente, seja com outro tipo de apoio. Além disso, sou privilegiada com uma educação libertadora, pessoas que acreditam em mim e pessoas que não acreditam, mas que me desafiam. Isso é tão ou mais importante do que saber o que será do ano seguinte. Quando se passar outros dez, espero ser quem eu acredito que serei ou, pelo menos, me surpreender de maneira positiva com quem me tornei.

*Heloisa Lisboa tem 17 anos e ama tirar fotos. Na disciplina de empreendedorismo do colégio, criou o projeto de fotografia Fracionadx.

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Sobre o autor

Redação Anália

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