Apresentados na década de 1990 pelo paisagista francês Patrick Blanc, os jardins verticais se tornaram uma tendência que foi levada das ruas de Paris para o mundo. No espaço urbano, esses jardins são mais comuns em fachadas de prédios e podem trazer benefícios, tanto para o ambiente interno do edifício, quanto para o externo. Com a capacidade de evapotranspiração, os jardins são capazes de tirar o calor da fachada de uma forma ecológica, econômica e eficaz. Além disso, são capazes de diminuir os efeitos das chamadas “ilhas de calor urbanas”, áreas em que a temperatura é mais elevada por conta da atividade urbana.

Das fachadas de prédios para o interior das casas

Sendo uma opção ecológica, sofisticada e benéfica para os ambientes internos das casas, o jardim vertical foi facilmente integrado na decoração de interiores. Entre os benefícios é possível citar a manutenção da qualidade do ar. Essas paredes naturais ajudam a reter impurezas fazendo com que os micro-organismos decomponham os poluentes.

As condições para ter uma “parede viva” em casa são simples, mas importantes. O arquiteto Thiago Papadopoli nos explica que essencial não se trata apenas de ter espaço ou não, mas também é necessário gostar de cuidar de plantas. “Por mais que seja possível utilizar regas automáticas, sempre será necessário cuidar, podar e dar atenção”.

Para Thiago, além de serem bonitos, os jardins são benéficos para o espaço, “deixa o ambiente mais fresco e contribui para o controle da umidade trazendo benefícios para a saúde, deixando os espaços mais agradáveis”.

Qual o melhor local para se ter um?

Se essa é uma de suas dúvidas, o arquiteto explica que, apesar de podermos incluir em ambientes internos, a varanda ainda é o melhor lugar. “Além da sujeira, o jardim necessita de rega e ainda assim algumas plantas precisam de sol. Mas nada impede que façamos um jardim nas salas, cozinha ou qualquer outro lugar da casa, desde que haja uma preocupação com a forma de cuidar do mesmo, e principalmente para onde irá o resto de água após a rega”.

Como ter o próprio em casa?

“O ideal é contratar uma empresa que irá cuidar disso, pensando no melhor local, na forma de rega, drenagem, se não haverá necessidade de impermeabilizar a superfície, e ainda qual o melhor tipo de planta. Mas também é possível fazer o seu próprio jardim, hoje existem técnicas “faça você mesmo” com garrafa PET que são super bacanas”, conta.

A planta certa

Além de escolher o local onde vai criar seu jardim vertical, é preciso pensar no tipo de planta das quais vai cuidar. Sua escolha deve levar em consideração, principalmente, a quantidade de luz do lugar. Algumas plantas precisam mais de sol, outras vivem bem em “meia sombra”. Por outro lado, algumas espécies sobrevivem em ambientes completamente sem sol.

Aqui separamos um pequeno guia para te ajudar a encontrar a planta certa:

Sol pleno:

Colar-de-pérolas
Flor-canhota
Hera-inglesa
Jibóia
Lambari-roxo
Russélia
Aspargo-rabo-de-gato

Meia-sombra:

Barba-de-serpente
Samambaia
Antúrio
Véu-de-noiva
Aspargo-rabo-de-gato

Sombra:

Aglaonema
Espada de São Jorge
Lírio-da-paz

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