Se lembra daquele tempo em que você passava um tempão em frente à televisão vendo seus desenhos preferidos? Seus filhos não terão essa lembrança. Ou pelo menos não do mesmo jeito que você. Provavelmente, sentirão a mesma nostalgia, mas da telinha do tablet, computador ou do celular. Serão nesses dispositivos que eles estão consumindo todo o tipo de vídeos. E a imensa parte desse tempo gasto será no Youtube. Mas como proteger as crianças de conteúdos impróprios no Youtube?

Problemas no paraíso

Nos últimos 5 anos, diversas polêmicas envolvendo vídeos sexualmente explícitos ou que criavam uma necessidade de consumo nas crianças chamou a atenção de pais e especialistas para o assunto. O que parecia ser uma inofensiva inovação tecnológica, de repente, tornou-se mais uma coisa com o que se preocupar.

Como proteger as crianças?

Além de medidas protetivas por parte do Youtube, como a criação do Youtube Kids, existem algumas outras maneiras de aumentar a cautela com os pequenos.

Para a psicóloga infantil Sandra Stirbulov, o melhor a ser feito para crianças de até 7 anos é evitar ao máximo o contato com a telinha. “A criança pequena aprende tudo pela vivência, de uma maneira muito sensorial. Seu pensamento ainda está em formação, não há noção do abstrato e ela não consegue diferenciar o que é virtual e do que não é. E como a imagem é processada de forma mais rápida e colorida do que ela consegue absorver, a criança fica absorta. Isso afeta seu esforço imaginativo, o desenvolvimento das emoções e da capacidade de pensar”.

De mãe para mãe

Em 2012 três mães – brasileiras – criaram o Movimento Infância Livre de Consumismo (Milc). A ideia é levar informação e fomentar o debate sobre a influência das relações comerciais na educação das crianças.

O site condensa bastante informação sobre publicidade infantil de alimentos, erotização em vídeos e marketing sobre brinquedos. O pessoal do Milc tem dicas importantes sobre como controlar a atividade dos filhos enquanto eles ainda não sabem ler, afinal depois a criança aprende pesquisar e mudar configurações e a estratégia precisa ser outra:

  • Fazer o login na conta dos pais para receber alerta de novos vídeos.
  • Monitorar o histórico de visualizações.
  • Bloquear manualmente os vídeos de unpacking (em que um produto é desembrulhado e que não são considerados impróprios pelo Youtube).
  • Garantir que as configurações do Youtube Kids estejam de acordo com suas preferências.

 

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