Admiração por Amanda, fundadora do Cãotinho do Bem

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TRANSFORMAR A DOR EM ALGO LINDO. É assim a história de Amanda Wanderley e de seu projeto, o Cãotinho do bem. A bióloga e terapeuta animal viu seu cachorrinho Choquito falecer após um melanoma em 2014. Choquito era um “salsichinha”, como ela diz, sapeca e companheiro, muito mais que só um amigo.

Quem a vê hoje, desenvolta e cheia de atividades, não percebe, mas o cachorrinho foi de grande ajuda para a saúde de Amanda. Ao entrar na faculdade (a USP, do outro lado da cidade), viu agravar o seu caso de Síndrome do Pânico. Ela já não conseguia ficar sozinha em casa ou ir a qualquer lugar sem companhia. Foi a presença de seu novo parceiro, quando ela tinha 17 anos, que lhe deu inspiração e coragem para superar essa barreira. Passou a ficar em casa apenas com Choquito, depois sair até o elevador, à sua rua, até que conseguiu usar o transporte público sozinha. “Lembro dele todos os dias, o Cãotinho existe por causa dele”, conta.

O adeus a Choquito e um novo começo

Após um longo tratamento, Choquito se foi. Dele, Amanda ficou com a memória e também muitos medicamentos e rações especiais. Ela quis doá-los, e assim entrou em contato com protetores de animais e viu o quanto o trabalho é necessário.

“Para cada animal resgatado aparecem dez”, explica. “São centenas de pedidos de ajuda todos os dias”. Essa triste realidade a motivou a começar a fazer vaquinhas on-line por si mesma para ajudar abrigos, e logo nasceu o Cãotinho do Bem.

Hoje, Amanda trabalha para oficializar o Cãotinho como ONG, e com 5 amigas –Amanda, Letícia, Vitória, Alessandra e Perla –, resgatam animais, arrecadam dinheiro com eventos, rifas e via internet para abrigos e contam com a ajuda de amigos para dar lares temporários aos cães e gatos até que sejam adotados.

Até hoje, todos os animais que passaram pelo Cãotinho encontraram novos lares, mesmo que a maioria dos resgatados sejam considerados animais idosos

Quando encontramos o Hope ele estava desenganado, e hoje está super bem. É essa transformação que faz a gente querer continuar.

Amanda Wanderley

Novos amigos

Encontramos com Amanda na casa de um dos amigos que doou seu espaço como lar temporário para o Hope, um vira-lata serelepe que havia sido resgatado mais de um mês após ser atropelado e não receber atendimento. Ele teve sua patinha dianteira amputada, mas não perdeu a energia.

Hoje, sabemos que já está em uma casa nova e cheia de amor. “Quando encontramos o Hope ele estava desenganado, e hoje está super bem. É essa transformação que faz a gente querer continuar”, revela Amanda.

 

Cuidado discreto

De fato, cuidar de um animal não é fácil e cuidar de vários muito menos, e é por isso que Amanda sente a pressão de fazer seu trabalho com seriedade, postando as notícias dos resgatados nas redes sociais e dando a oportunidade de que as pessoas conheçam os animais nos eventos e até mesmo nos lares temporários. Isto também dá a eles a chance de serem mimados e receberem carinho, o que eles merecem, claro.

No dia a dia do trabalho, Amanda evita aparecer em vídeos e fotos. “As pessoas não precisam me conhecer, elas precisam conhecer os animais para eles serem adotados”. No lugar da atenção, prefere estar na companhia de seus 3 cães, Mirtillo, Choquito 2 e Pistache, todos “salsichinhas” e agitados. “Eu acho que nem saberia lidar com um cachorro calmo”, brinca.

 

Nosso maior presente nesse aniversário de 18 anos é saber que a admiração e o carinho que temos por vocês são recíprocos. Por isso, estamos preparando uma série documental com 11 personagens admiráveis. Gente que, como você, faz a diferença na nossa região.

Em novembro, para o aniversário do Shopping Anália Franco, você poderá conferir a série documental completa.

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