Assim que o filme acabou e o silêncio tomou conta da sala ouviu-se, aqui e ali, alguns narizes escorrendo. Essa foi a reação após a exibição de Nasce uma Estrela em uma seção para jornalistas na qual o Blog do Anália esteve presente.

O longa conta a história de um astro decadente da música country, Jackson Maine, que, em uma determinada noite, conhece Ally, uma garçonete que sonha em se torna cantora. A voz da jovem impressiona Jackson. Juntos, eles passam a viver um romance e também a dividir os palcos. Mas, enquanto Ally conquista o sucesso, Jackson não abandona seu estilo de vida autodestrutivo.

Muito da química do casal na tela está na performance digna de reconhecimento de Bradley Cooper, no papel de John, e na estreia da cantora pop Lady Gaga, no papel de Esther. A incrível atuação de Cooper, desde seu sotaque, até o seu gestual, postura e olhares, começa a ser, inclusive, cotada para concorrer ao Oscar do ano que vem.

O mesmo vale para sua companheira de cena. Gaga surpreendeu com a sua atuação e é capaz de derreter corações quando sua voz também da vida às canções do filme. Neste caso, nascem duas estrelas: Lady Gaga, como atriz e, Bradley Cooper, que já sendo um ator renomado, também estreia como diretor de seu primeiro longa-metragem.

91 anos antes de Gaga

Este é o quarto remake do filme Nasce Uma Estrela. Seu roteiro original é de 1937, quando o longa foi dirigido por William A. Wellman e estrelado por Janet Gaynor, como Esther Blodgett, e Fredric March, como Norman Maine.

Em 1954, Maine ganhou vida com o ator James Mason. Já a personagem Esther foi interpretada por Judy Garland. Anos mais tarde, em 1976, Barbara Streisand interpretou Esther e Kris Kristofferson o roqueiro John.

Mesmo assim, Cooper estreia na direção com algo a dizer. Embora clichê em alguns pontos, o mais recente Nasce uma Estrela atualiza o clássico, trazendo-o para os dias de hoje. A figura pública de Gaga se soma a personagem, criando uma experiência nova. Com isso, o filme se torna mais do que um simples remake.

Cheirinho de Oscar

Todo cinéfilo sabe que o último trimestre de todo ano é a melhor época para estar atento ao cinema. Isso porque, a partir de outubro, os estúdios de Hollywood começam a lançar nas salas comerciais de todo mundo os longas que serão aposta para a temporada de premiações. A estratégia é bem conhecida: lançar os melhores filmes no finzinho do ano para ele ficar fresco na memória dos mais de seis mil membros votantes da Academia.

Para entender qual é a temperatura de alguns filmes para o Oscar, porém, o termômetro são os festivais de cinema pelo mundo. Um dos principais festivais ocorre todos os anos, em Veneza. E lá, Nasce uma Estrela foi exebido, no final de agosto, e recebido pelos críticos com elogios e celebrações. A portência de duas estrelas como Gaga e Cooper também cooperou para capturar a atenção dos holofotes.

Só saberemos quem serão os principais filmes a concorrer aos grandes prêmios do cinema no ano que vem. Enquanto aguardamos, para quem gosta de fazer apostas, não seria insensato esperar ver Nasce uma Estrela em algumas dessas listas.

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