Foi nos anos 80 que a discussão sobre a proibição dos testes em animais surgiu. Na época, a britânica Anita Roddick, fundadora da The Body Shop, decidiu investir em pesquisas para descobrir métodos de testes sem o sacrifício de animais. Desde então, começou um processo de comoção a passos lentos e a busca por um universo de cosméticos cruelty free.

Um dos impasses para que as grandes marcas estrangeiras abandonem os métodos que utilizam animais em testes é a indústria de cosméticos chinesa. Isto ocorre devido às diretrizes federais chinesas impostas pelo National Institutes for Food and Drug Control (NIFDC). Dentro dessas diretrizes, uma em especial obriga tais empresas, que vendem em território nacional chinês, a praticar testes em animais.

Tendência Cruelty Free

Por outro lado, a tendência é que isso se reverta porque a demanda por produtos cruelty free está crescendo cada vez mais, principalmente a pedido das novas gerações. Segundo a coordenadora de marketing da theBalm Brasil, Manoela Dall’Acqua, “o primeiro benefício é você ter a consciência que o seu bem-estar não está ligado a um ato de crueldade”.

Desde a sua fundação em 2003, quando Marissa Shipman idealizou a theBalm, a marca optou por criar produtos que não utilizassem testes em animais em nenhum momento do processo.

A fundadora criou, inclusive, um Departamento Animal para a marca. “Foi com este espírito que a empresária deu o pontapé inicial para desenvolver produtos inteligentes, que proporcionassem resultados naturais sem complicação”, conta Manoela.

Outras Alternativas

“A indústria cosmética já possui um grande banco de dados de produtos seguros para produção de maquiagens e que não são prejudiciais à saúde. Existe uma série de testes alternativos para comprovar a segurança de cosméticos sem a necessidade de testá-los em animais, como, por exemplo, testes in vitro e peles sintéticas”, explica Manoela.

A porta-voz ainda explica que para testar a eficácia de um novo produto, muitas empresas optam pelos testes em voluntários, que “são muito mais efetivos e simples do que os testes feitos com animais”.

Cruelty Free no Brasil

Em maio, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) entregou um relatório sobre seu projeto que proíbe os testes em animais para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O Projeto de Lei da Câmara 70/2014 está em tramitação, e caso seja aprovado, tanto testes em animais quanto à venda de produtos que tenham sido testados em animais serão proibidos. Além disso, as empresas terão três anos para atualizar suas políticas de pesquisa e desenvolvimento.

Em dezembro de 2017, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro derrubou o veto ao projeto de lei 2.714/14 que proibia testes feitos em animais para o desenvolvimento de produtos de higiene, cosméticos e perfumes dentro de todo o Estado.

Cruelty Free no Mundo

Desde 2013, a União Europeia proíbe a comercialização de cosméticos testados em animais em seus 27 países. Austrália e Nova Zelândia também já possuem medidas adotadas no mesmo sentido.

As leis federais brasileiras ainda não proíbem os testes em animais ou a venda de produtos, mas para quem pensa em adotar o estilo de vida, o Shopping Anália Franco conta com lojas como The Body Shop, que vende produtos livre de crueldade animal, e Sephora, que possui uma lista de marcas – incríveis – que não possuem testes em animais em seus desenvolvimentos. Nessa lista está a Brush, Marina Smith by 2beauty e Marc Jacobs Beauty.

 

 

Confira a lista completa:

  • Kat Von D
  • Hot Make-up
  • Marc Jacobs Beauty
  • DevaCurl
  • Amazônia Viva
  • Feito Brasil
  • Duda Molinos
  • Formula X
  • John Frieda
  • Josie Maran
  • Hourglass
  • Keune
  • Korres
  • Lee Stafford
  • Living Proof

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